Esse Blog serve de registro e memória do Projeto "MUDAMATA", Desenvolvido na Escola EDEM pelo professor Tito Tortori
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Pau-Jacaré
Não deixe de ler outra postagem chamada a "mais famosa lenda inventada" do Pau-jacaré!
Conhece alguma história interessante sobre essa árvore? Compartilhe conosco, por favor!Valeu!
A mais famosa "lenda inventada" do Pau-Jacaré
Muitos e muitos anos atrás, muito antes do tempo
existir, Nhanderuvuçú - o Deus supremo - estava
entediado, pois tinha todo o Universo e nada para fazer. Então, ele resolveu
destruiu o universo e fazer uma reforma total, parte hidráulica, elétrica, tudo
novo... E começou gerando uma alma positiva e uma alma negativa. Ao
juntá-las Nhanderuvuçú deu origem a matéria. E foi com ela, e muita
energia para trabalhar, que ele criou lagoas, rios, florestas e tudo mais.
Num lugar bacana na América do Sul, o "todo poderoso da
cocada-preta", criou um spa de
luxo misto de resort caribenho com Club Mediterranee. Porém, como nada é
perfeito, uma dessas lagoas passou a ser habitada por Yara, uma criatura
mitológica, quimérica, misto de linda mulher com um Yacaré. O Yacaré,
iakaré ou jacaré, como chamamos, significa em tupi-guarani "aquele
que olha para os lados". Bom, ele nunca olhava para frente por que
tinha a boca cheia de dentes para lhe proteger e jamais olha para trás porque
sua cauda musculosa rebatia qualquer perigo iminente. Então, o jacaré só
preocupava seus flancos, uma combinação de Waterloo com calcanhar de Aquiles.
Não que existissem inimigos, mas o yacaré sempre foi um bicho muito sórdido,
ardiloso e pouco confiável.
Um dia Nhanderuvuçú resolveu pedir a Yara que tomasse conta de uma
árvore muito importante, de tronco lisinho, que soltava muitas sementes que repovoavam
as matas. Isso por que havia ordenado ao seu mensageiro Tupã – aquele que
domina os raios e trovões – que derrubasse árvores mortas para renovar a vida
nas matas - uma espécie
de reciclagem divina. Mas, alertou Yara dizendo: “Você sabe que Tupã não está
enxergando bem e a pontaria já não é essas coisas e eu não quero que essa
árvore seja sacrificada!”. Yara respondeu “prontamente”, “claro”, “sem
problemas”, como todos dizem quando dão pouco interesse àquilo que foi pedido.
Yara estava de olho em um jovem indígena, de nome Itapiru, que parecia
apetitoso, gastronomicamente falando. E usou todos os seus encantos para enfeitiçar
o jovem indígena vir se banhar com ela, o que não foi muito difícil. Mal Yara
tinha se transformado em um yacaré e estava levando Itapiru para o fundo do
lago, quando Tupã começou a roncar seus raios. Tupã para compensar a vista
cansada, tinha a estratégias de disparar o dobro, o triplo de raios para
cumprir a missão dada por Nhanderuvuçú. Serviço de Tupã terminado, Nhanderuvuçú
foi ver a sua árvore preferida e encontrou-a morta e escurecida pelos raios. Ao
procurar Yara encontrou-a na forma do yacaré saboreando o pobre Itapiru. Como castigo,
o Deus supremo matou a Yara e usou a pele-casca do yacaré para cobrir o tronco
e trazer a pobre árvore de volta à vida.
A partir daquele dia, essa árvore passou a ser chamada de pau-yacaré
ou pau-jacaré, como conhecemos e todo mundo pode finalmente passar a tomar
banho nas lagoas sem tanta preocupação com a Yara.
Moral
da história!
I:
Quem não tem lenda caça com lenda inventada!
II:
Em rio que tem Yara, jacaré nada sem casca!
III:
Cuidado com o que você quer comer para não ser devorado antes;
IV:
Manda quem pode, obedece quem é obediente!
Lenda do Guapuruvu
Uma lenda vem de muitos anos sendo transmitida na
oralidade dos índios Tupis que viviam na região do Vale do Paraíba e pelos
Tupinambás do Litoral Norte, em registro de Mariza Taguada.
Quando ainda não havia tanta tribo nessa terra, há
muitos e muitos anos, por aqui vivia um jovem e forte guerreiro chamado
Guapuruvu.
Certa noite não conseguindo dormir, por causa de uma
misteriosa inquietação, saiu da rede e caminhou pela floresta mal iluminada por
causa da lua nova. Dentro da mata distinguiu um vulto dourado movendo-se
por entre as folhagens. O corajoso e inconseqüente guerreiro embrenhou-se na
mata atrás daquele brilho, quieto e rasteiro, como uma grande onça.
Guapuruvu, fascinado pela luz dourada chegou à
nascente de um rio e assustou-se ao ver uma linda mulher de corpo dourado e
longos cabelos negros banhando-se nas singelas águas. O mais espetacular era
que as gotas d'águas que a tocavam transformavam-se em pepita de ouro e rolavam
para dentro do rio.
O guerreiro sentiu o coração bater forte e temendo que
a formosa moça percebesse sua presença escondeu-se, permanecendo no mesmo
lugar, hipnotizado, a noite toda, até o dia amanhecer e voltar para a aldeia.
Os dias se passaram e todos da tribo notaram o olhar desvairado que Guapuruvu
lançava à mata e a agitação que tomava conta dele enquanto esperava pela lua
nova... Ansioso para encontrar sua amada.
Assim, na primeira noite da lua nova ficou à espreita
e não viu a linda mulher. Retornando à aldeia nem conseguiu caçar ou pescar. Os
outros perguntavam o que ele tinha, mas ele nada dizia. Na noite seguinte
retornou à trilha do rio. A escuridão era tanta que Guapuruvu tropeçou e
machucou-se nos cipós, galhos e raízes até chegar à nascente do rio. Foi quando
viu uma luz achegando e transformando-se na linda jovem. Inebriado, soltou um
suspiro alto, atraindo a atenção da jovem que, assustada, fugiu deixando para
trás um rastro de poeira púrpura.
Guapuruvu passou horas e horas chorando à beira da
nascente e pedindo para que ela voltasse. A linda moça, depois de passar o
susto, atraída por aqueles lamentos tristes e aquelas juras de amor que o rapaz
não cansava de repetir, apareceu para o jovem guerreiro que, de tanta
felicidade, lançou-se aos pés da amada jurando amor eterno. Ela se
apresentou como a Mãe do Ouro, disse que era a guardiã das
florestas e protetora dos animais. Ia sempre até o rio banhar-se, pois sua
missão era a de criar pepitas de ouro.
Explicou ao jovem Guapuruvu que ela não podia casar-se
com ele, nem dar-lhe filhos como as moças da tribo, mas corresponderia ao seu
amor. Dessa forma nas noites de lua nova o jovem Guapuruvu saía da
aldeia para encontrar e amar a Mãe do Ouro.
Os anos se passaram e o índio guerreiro
envelheceu enquanto que a Mãe do Ouro continuava jovem e bonita. Mas o amor dos
dois não foi afetado por isso. Certa noite ele pressentiu que aquela seria sua
última lua em vida. Já muito velho, com extrema dificuldade, chegou à
nascente do rio onde a Mãe do Ouro já o aguardava. Ele, comovido em deixá-la,
despediu-se suspirando amores eternos.
Abraçaram-se enternecidamente mas quando Guapuruvu
fechou os olhos, transformou-se em uma grande e frondosa árvore de madeira
forte, ereta, ao pé da nascente, pois dessa forma para sempre veria sua amada.
A Mãe do Ouro profetizou que o amor deles seria eternizado nas raízes, no
tronco e nos fortes galhos da árvore Guapuruvu e que a árvore serviria aos
índios quando transformada em canoa de
um pau só. Por isso, quando em noite de lua nova, vemos um rastro de ouro
passeando pela mata é a Mãe do Ouro que vai namorar o Guapuruvu.
Quem sabe, lá pelas altas horas da madrugada, numa
noite de lua nova, ao passarmos pela praça José Molina na Vila Industrial
possamos ver um rastro de luz abraçando o maravilhoso Guapuruvu.
domingo, 13 de outubro de 2013
Castanha-do-Maranhão
A Castanha-do-Pará todo mundo conhece, certo? Mas, e a nossa "castanheira" da Mata atlântica? Você conhecia? Não, né? Bom, na verdade essa árvore não é nem tão rara, sendo inclusive, esporadicamente, usada na arborização de ruas.
É uma árvore muito importante por que além do seu uso na alimentação humana (suas sementes são comestíveis) - também é chamada, por isso, de amendoim-de-árvore - ela tb fornece alimento para a fauna, principalmente para roedores como cutias, preás e aves...
É uma espécie muito interessante em projetos de educação ambiental por que suas sementes germinam com facilidade e com muito vigor. As crianças sempre ficam impressionadas com a brotação das mudas dessa espécie.
Com vcs...a nossa "castanha"...Castanheira da Mata Atlântica! Que é do Maranhão, mas também de muitos outros estados brasileiros!
É uma árvore muito importante por que além do seu uso na alimentação humana (suas sementes são comestíveis) - também é chamada, por isso, de amendoim-de-árvore - ela tb fornece alimento para a fauna, principalmente para roedores como cutias, preás e aves...
É uma espécie muito interessante em projetos de educação ambiental por que suas sementes germinam com facilidade e com muito vigor. As crianças sempre ficam impressionadas com a brotação das mudas dessa espécie.
Com vcs...a nossa "castanha"...Castanheira da Mata Atlântica! Que é do Maranhão, mas também de muitos outros estados brasileiros!
Você já comeu Castanha do Maranhão? Conhece alguma história legal sobre essa árvore? Compartilhe com a gente! Não deixe de comentar...Abraços.
Tito
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Manduvi - a Casa das Araras azuis
O Manduvi ou "amendoim de bugre" é uma árvore fundamental para a preservação das araras-azuis. Isso por que seus troncos largos de madeira macia serem bem para que as araras escavem seus ninhos... E olha que é necessária uma árvore com um bom diâmetro, ou seja, já com muitos anos de existência.
E você conhece alguma história sobre essa árvore para compartilhar?
Basta clicar em comentários e contar, ok?
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