sábado, 15 de fevereiro de 2014

Avaliação de 2013 - parte 2

Outra "bola fora", considerando os detalhes do projeto, foi a ideia de usar papelão para cobrir as logomarcas das embalagens Tetrapak usadas como porta-mudas! A ideia, inicialmente pareceu boa, pois, afinal, era uma forma de reaproveitar material e reduzir lixo...etc...
Mas, apesar das caixas de papelão serem um material de "custo zero", com o passar dos meses, o revestimento não resistiu às constantes irrigações e insolações.
E o resultado foi o desgaste sofrido flagrado nas fotos a seguir!

 A vantagem do projeto estar em uma fase "Piloto" é que os problemas acabam fazendo parte dos desafios necessários para a viabilização do projeto. E como a necessidade é a "mãe da inventividade"...as alterações necessárias estão sempre "pipocando" nossas propostas e, com isso, encontramos uma solução que parece mais adequada e que será implementada em 2014.

A nova ideia é tirar das próprias embalagens tetrapak, o revestimento necessário para cobrir as logomarcas e, com muitas vantagens e ganhos em relação ao papelão!
O nosso novo "porta-muda" além de ter "custo zero", de ser mais resistente a irrigação e a insolação, ainda tem estilo e design...rs
Mas, com isso aumentamos a necessidade de "mão-de-obra", pois precisamos cortar as embalagens de tetrapak de leite para servir de "cobertura" para os portamudas de tetrapak...
Resultado? Além de ensinar a produzir os porta-mudas, vamos ter que ensinar os "parceiros" a produzir as "capas aluminizadas"...
Por isso precisamos de parceiros...E segue o projeto!
Abraços.
Tito Tortori 



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Avaliação de 2013 - parte 1

Olá fiéis seguidores....Como foram de final de ano? Bom, uma hora teríamos que retomar...
E como nosso projeto é ambiental, mas também é educacional, nada mais justo do que retomar as aulas para poder dar continuidade.
Este post e as próximas postagens tem o objetivo de constar como registro de nossas avaliações ao final do 1º ano do projeto!
Primeiramente é fundamental dizer que tivemos muitos acertos e alguns probleminhas para resolver...
A produção de mudas nos corredores da escola foi plenamente viável e não houve nenhum problema relacionado a qualquer maltrato por parte dos transeuntes! Ponto para todo mundo! A produção de mudas totalizou mais de 200 mudas de 20 espécies nativas da Mata Atlântica como manda a "cartilha do nosso projeto"!
Aqui temos algumas mudas que estão sendo doadas para pessoas interessadas ligadas ao projeto!
(Bacuparis, guapuruvus, grumixamas, cambuís-roxos, mulungus, sibipurunas, pau-formigas, jatobás, cerejas-do-Rio_Grande e mais outras tantas...)
 As sementes germinaram, mas, contudo, muitas mudinhas sofreram em vários momentos devido ao excesso de insolação e desidratação, mesmos com o "zoneamento" proposto de adequação em função do nível de exposição ao sol (Pioneiras, Secundárias e Clímax).
A partir desse problema foi necessário pensar em estratégias para preservar umidade nos porta-mudas e reduzir a insolação.
Mas, essa parte da história do projeto eu conto no próximo post, ok?
Abraços.
Tito


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A nova dupla caipira: Cutia e Cutieira!


Uma das sementes mais apressadas para germinar e crescer é a da cutieira (Joannesia princeps). Ela tem esse nome por que suas sementes são dispersas pelas cutias(Dasyprocta leporina) e pacas. Esses animais são roedores que possuem uma fantástica dentição e, por isso,  só eles conseguem roer a dura e grossa casca do fruto dessa árvore. A questão é que as cutias são "gulosas" e acabam colhendo mais frutos do que são capazes de comer! Mas, como são "inteligentes e prevenidas" enterram alguns para os dias de carestia... O problema (ou solução!) é que elas tem uma memória péssima e por isso acabam esquecendo onde esconderam. Melhor para as árvores, pois suas sementes acabam germinando e virando novas árvores que vão alimentar os tataratataratataranetos das cutias...Ponto para as cuias! 

O problema é que isso é que essas espécies "evoluem em paralelo", ou seja, se uma vai bem a outra tb vai...Traduzindo: Se a população de pacas e cutias declinar, vai levar a pobre cutieira junto...Mas, por ora, tudo vai indo melhor...e quatro mudas foram devolvidas a Mata Atlântica! UHU!

Curtiu a Cutieira e a Cutia?
Abraços.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fuga de Mudas!


Hoje foi dia de dizer até breve para algumas mudas "apressadinhas" que já estavam passando do ponto de transplante. Elas foram enviados para a fazenda de um amigo, parceiro do nosso projeto, que está fazendo o reflorestamento de uma mata ciliar perto de Vassouras(pontos em amarelo indicam o local que já recebeu mais de 150 mudas oriundas no nosso projeto). Foram 16 mudas incluindo de Cutieira, Fruta-sabiá, Cereja do Rio Grande, Grumixama, Castanha do maranhão, Jatobá, Mulungu e outras... Todas nativas da Mata Atlântica como manda o figurino do projeto...rs... 

Em breve vamos precisar de mais "padrinhos" voluntários em receber as mudas do projeto. Vale lembrar que apadrinhar essas mudas envolve algumas responsabilidades... Mas, quem desejar pode se candidatar por aqui...
As mudas devem ser plantadas em locais próximos à Mata Atlântica. A muda deve ser cuidada e acompanhada durante os primeiros anos de vida. E pedimos que seja feito um registro fotográfico para que possamos ter notícias das nossas afilhadas!


MUDAMATA?
Acho que com as mudas, muda!!!! rs
Abraços.
Tito

Pai, eu não gosto de "inhame"!

Minhas filhas do primeiro casamento comiam quase tudo! Ao ponto dos primos chamarem elas de "ETs"...rs
Mas, havia um "ponto de atrito"...O tal do "inhame"! Por ora, vamos chamar aquela raiz que nós chamamos de" Inhame" de "Inhame", ok?rs
Estamos falando do "Inhame"? Esse da foto acima? Sim, isso mesmo!

Voltando a culinária familiar, havia sempre algum desgaste no relacionamento afetivo com o tal do "Inhame"!

"Inhame" cozido? Não! Pirê de "inhame"? Não! "Inhame" na sopa? Não!

Bom, tudo ia mal, e ninguém queria comer "inhame", até que fui apresentado a uma iguaria pela Benedita!
 Bene, Nise, Bichinha, e outros apelidos, eram carinhosamente atribuídos a nossa "mãe-adotiva", uma "secretária-do-lar" que adotou a casa de minha mãe quando eu tinha apenas 2 anos.

Ela mesma, uma fantástica cozinheira "empírica" vivia ouvindo rádio e de lá retirava algumas receitas, ideias e dicas surpreendentes!

E numa desses dias de inspiração, almoçando na casa de minha mãe, fui apresentado a uma nova forma de "fritar a batata"?
 Ela falou: "Tito, prova essa batata frita e me diz o que vc acha dessa receita nova que eu ouvi no rádio e fiz...".

Provei a "invenção" e na hora exclamei:
> "Nossa, é a melhor batata frita que eu já provei!"...Tem gosto, não é molenga, diferente... Como é essa técnica de fritura?", perguntei.

Ela com a sabedoria daqueles que sabem fazer disse com um sorriso nos lábios:
> " É "inhame"! É bom não é?"

Quase não acreditei...
>Jura, que maravilha..."inhame" frito! Tudibom! E mais nutritivo do que a Batata!

Finalmente, pude durante anos experimentar essa fantástica receita com minhas filhas, claro omitindo  o fato de que não era batata e sim "Inhame"...

Claro que mais cedo ou mais tarde, a verdade viria a tona e, um dia, fui cobrado por todo aquele inhame frito.

Minha filha mais velha, já adolescente, reclamava:
> "Sujeira, armação, traição, era Inhame frito!"
 E eu dizia:
>" Claro que não!
Ela insistia, ansiosa que eu confessasse. E eu fingindo de "morto"!rs

> "Não era inhame, não!"

Ela retrucou:

> "Confessa... fala a verdade, por que a Benedita já te entregou!"

 E eu marcialmente defendendo o meu segredo.

Mas, naquele momento me veio uma inspiração e uma solução alternativa surgiu!

> "Não era Inhame e ponto final"....Aquilo que vcs não gostam se chama Taro!"

Disse minha filha: "Que isso pai? Que papo é esse?"

E expliquei...

"Na verdade aqui no Brasil há uma confusão em relação ao nome desse tubérculo!
Inhame no mundo todo é o nome dado para uma outra raiz chamada de "Cará"....Uma espécie de vegetal da família Dioscoreáceas.

Já a raiz que eu usava para fazer aquela batata frita era a Colocasia esculenta , mundialmente conhecida como Taro!

E vamos almoçar que a "batata frita" está esfriando!...kkkkkkk

Vivendo e aprendendo!
Abraços.
Tito

PS: por isso escrevi sempre "Inhame" entre aspas, pois estava me referindo ao Taro!rs

Para saber mais leia a nota técnica da Embrapa no link http://www.emepa.org.br/revista/volumes/tca_v1_n1/tca07_inhame_denom.pdf

Leia tb a outra postagem que fiz sobre esse tema abaixo
http://edemconsumoconsciente.blogspot.com.br/p/etnobotanica.html