Esse Blog serve de registro e memória do Projeto "MUDAMATA", Desenvolvido na Escola EDEM pelo professor Tito Tortori
domingo, 10 de setembro de 2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
quarta-feira, 16 de março de 2016
Embiruçu
Sempre tentamos colocar uma história interessante sobre as espécies e nesse caso é temo um poema de Machado de Assis cujo nome é "Flor do Embirucu".
"Quando a noturna sombra envolve a terra
E à paz convida o lavrador cansado,
À fresca brisa o seio delicado
A branca flor do embiruçu descerra."
Se você souber alguma história interessante sobre essa majestosa árvore da Mata Atlântica, conte para a gente, ok?
Abraços.
Tito Tortori
domingo, 25 de outubro de 2015
Por que há tantas árvores exóticas na arborização urbana do Rio de Janeiro
Uns anos atrás, quando comecei o Projeto MUDAMATA tinha um grande desafio pela frente. Afinal, apesar de ser biólogo, nunca tive muito interesse pelos vegetais e, de quebra, pelas árvores... Então, salvo conhecimentos básicos sobre anatomia e fisiologia vegetal, eu era tão leigo quanto a maioria das pessoas identificando apenas aquelas árvores que faziam parte da minha memória afetiva. Logo, conhecia alguma das árvores presentes na arborização urbana como amendoeiras, oitis e outras tantas frutíferas, O restante entrava na categoria "PLANTÁCEA", como diz minha amiga Frieda Marti, outra bióloga sem muito apego pelas árvores.
Mas, a vida é uma "caixinha de surpresas" e em uma dessas esquinas eu virei e me deparei com ess e desafio.
Foi então que uma realidade se descortinou diante dos meus olhos...
Descobri depois de algum tempo, que um número considerável das espécies que eu conhecia e que eram adotadas na arborização de rua da cidade do Rio de Janeiro não eram nativas da Mata Atlântica. Nem digo em termos quantitativos, mas certamente no sentido qualitativo.
A causa desse fenômeno? Vejamos...
Mestre Valentim quando idealizou o primeiro Jardim do Passeio Público, feito para aterrar a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ainda no final do século XVIII, plantou, de forma simétrica e formal, muitas árvores e palmeiras se valendo da maioria de espécies exóticas, principalmente frutíferas, como mangueiras, jaqueiras, fruta-pão, jambo-rosa , tamarindeiro, pinheiros (Pinus sp), dentre outras...
Em meados do século XIX, Auguste Glaziou, o paisagista do Imperador apesar de ter pesquisado e coletado muitas espécies nativas, adotou o princípio europeu de arborização plantando também casuarinas, eucaliptos, grevíleas, flamboyants, figueira-religiosa, estercúlias, ginko biloba, cerejeiras japonesas, papiros egípcios, magnólias, bambus indianos, plátanos canadenses e cedros do Líbano. Devemos a ele a reforma do jardim do Largo do Machado e a introdução de algumas espécies nativas como os Oitis da Mata Atlântica e as Sapucaias (Amazônicas).
No início do século XX, o número de árvores na arborização de rua aumentou muito com o plantio de mais de 22.000 árvores principalmente nos bairros de São Cristovão, Tijuca, Vila Isabel, Centro, Gloria, Catete, Flamengo, Laranjeiras e Botafogo. e novamente as espécies envolvidas eram a amendoeira, casuarina, figueiras, alfeneiro, grevílea, tamarindo, mangueiras, mas algumas nativas foram plantadas como oiti, saboneteira, munguba, sapoti, pau-ferro e carrapeteira.
A análise do documento "Plano Diretor de Arborização Urbana da Cidade do Rio de Janeiro" mostra que a maior parte das árvores identificadas em 2009 nas ruas da Cidade do Rio de Janeiro são exóticas.
Mas, a vida é uma "caixinha de surpresas" e em uma dessas esquinas eu virei e me deparei com ess e desafio.
Foi então que uma realidade se descortinou diante dos meus olhos...
Descobri depois de algum tempo, que um número considerável das espécies que eu conhecia e que eram adotadas na arborização de rua da cidade do Rio de Janeiro não eram nativas da Mata Atlântica. Nem digo em termos quantitativos, mas certamente no sentido qualitativo.
A causa desse fenômeno? Vejamos...
Mestre Valentim quando idealizou o primeiro Jardim do Passeio Público, feito para aterrar a Lagoa do Boqueirão da Ajuda, ainda no final do século XVIII, plantou, de forma simétrica e formal, muitas árvores e palmeiras se valendo da maioria de espécies exóticas, principalmente frutíferas, como mangueiras, jaqueiras, fruta-pão, jambo-rosa , tamarindeiro, pinheiros (Pinus sp), dentre outras...
Em meados do século XIX, Auguste Glaziou, o paisagista do Imperador apesar de ter pesquisado e coletado muitas espécies nativas, adotou o princípio europeu de arborização plantando também casuarinas, eucaliptos, grevíleas, flamboyants, figueira-religiosa, estercúlias, ginko biloba, cerejeiras japonesas, papiros egípcios, magnólias, bambus indianos, plátanos canadenses e cedros do Líbano. Devemos a ele a reforma do jardim do Largo do Machado e a introdução de algumas espécies nativas como os Oitis da Mata Atlântica e as Sapucaias (Amazônicas).
No início do século XX, o número de árvores na arborização de rua aumentou muito com o plantio de mais de 22.000 árvores principalmente nos bairros de São Cristovão, Tijuca, Vila Isabel, Centro, Gloria, Catete, Flamengo, Laranjeiras e Botafogo. e novamente as espécies envolvidas eram a amendoeira, casuarina, figueiras, alfeneiro, grevílea, tamarindo, mangueiras, mas algumas nativas foram plantadas como oiti, saboneteira, munguba, sapoti, pau-ferro e carrapeteira.
A análise do documento "Plano Diretor de Arborização Urbana da Cidade do Rio de Janeiro" mostra que a maior parte das árvores identificadas em 2009 nas ruas da Cidade do Rio de Janeiro são exóticas.
Dito isso basta navegar pelo mapa que eu criei com a distribuição geográfica das espécies mais comuns encontradas na cidade do Rio de Janeiro. O mapa não foi ainda totalmente atualizado pelos dados do documento citado anteriormente, mas já nos dá uma boa dimensão de onde vieram as "nossas árvores".

É preciso inicialmente tomar consciência desse fato para depois chegar a uma nova pergunta:
Por que não podemos ter mais árvores nativas em nossas ruas?
Pare, pense e tente responder...
Abraços.
Tito Tortori
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Mas, afinal por que uma árvore se chamaria "sabão-de-soldado"?
Saboeiro, fruta sabão, sabão de mico, sabonete... Afinal que história é essa?
Essa árvore cujo nome científico é Sapindus saponaria...Mas é um nome aparentemente curioso... Pois é essa árvore da mata atlântica é muito interessante...
Os frutos dessa árvore possuem saponinas, que são substâncias resultantes da combinação de "acúcares" com outras substâncias.
Isso faz com que a saponina se comporte como um sabão, pois ele tem uma parte que se dissolve em água e outra que se dissolve em gordura.
Logo, seus frutos quando rompidos e chacoalhados com água formam uma espumação( semelhante ao sabão) por conta da presença de saponinas que é suave e ajuda a limpar mãos, superfícies e roupas leves...
A saponina desempenha também um importante papel na defesa do vegetal contra insetos e microorganismos.
Antigamente as sementes redondinhas presentes nos frutos eram usadas pelas crianças em brincadeiras como bolinha de gude, atiradeiras, cordões etc...
Que tal lavar as mãos com sabão de soldado? É totalmente biodegradável!
Se vc conhece alguma outra história legal dessa árvore, compartilhe com a gente. Use os comentários abaixo.
Abraços.
Tito
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